O CREPÚSCULO DO MACHO
Tarcísio Barbosa


Estou tomando emprestado do Fernando Gabeira o título acima para tecer algumas considerações sobre o macho - essa espécie em extinção - por mais que discordem de mim os machões ainda de plantão! Nas universidades, 56% dos formandos são mulheres, constituindo no mercado de trabalho 40% da população economicamente ativa. As estatísticas dizem que um quarto das famílias brasileiras, em torno de 12 milhões, tem como chefe, responsável, que entra com a grana, uma mulher. Que vergonha! É a femeocracia imperando em nossos lares!

A macheza recebeu nos últimos tempos mais dois golpes em sua auto-estima: a descoberta do clone e o amesquinhamento do cromossomo Y. A produção do clone dispensa o espermatozóide no processo de reprodução – lembrem-se da ovelha Dolly - mas o óvulo é indispensável. Sem contar os babies' tube, bebês de proveta – coisa antiga, de quase 30 anos - que já virou história! Simplificando: o homem seria em tese dispensável para a propagação da espécie. Recentes pesquisas no campo da genética conseguiram decifrar o cromossomo Y. E parece que o cromossomo Y foi um cromossomo X que não deu muito certo. E as mulheres têm um belo par de cromossomos X, completinhos – sem falar nos pares de seios e pernas de sua bela anatomia, que tanto nos fascinam.

Mulher é sexo frágil? Conversa fiada! Nós é que somos o sexo frágil. Vivemos menos 7 anos em média, adoecemos mais. Se as superamos em força física, perdemos de longe em resistência, em intuição, bom senso etc. - além de sermos bem parisse, a espécie já teria acabado há muito tempo.

Homens de 50 ou 60 anos, cabelos grisalhos e rugas, ainda atraem jovens fêmeas, enquanto o tempo parece ser mais cruel com as mulheres. Bobagem! Uma menos “machos” que elas no capítulo dor. Dizem algumas mulheres que se o homem falácia! Hoje em dia, com botox, silicone e plásticas, as mulheres ficam atraentes por muito mais tempo. E o Viagra vem quebrando o galho de muito macho por aí afora, que não conta pra ninguém. Se levamos vantagem aos 50, 60 anos, quando formos velhinhos babões, estaremos numa cadeira de rodas empurrados por uma velhinha paciente, maternal e ainda lúcida.

Num futuro bem próximo, serviremos para matar baratas e aranhas, trocar lâmpadas, abrir latas de sardinha e rastejaremos até suas camas. A verdade é que somos acessórios secundários e - dizem algumas mulheres mais radicais - dispensáveis, a não ser naquelas profissões reconhecidamente masculinas como as de costureiro, cozinheiro, cabeleireiro, decorador de interiores e carnavalesco. Eu desconfio que as mulheres estão preparando suas vestes litúrgicas para o nosso réquiem.

Requiescant in pace omnes homines - descansem em paz todos os homens. Amém!


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* José Tarcísio Barbosa faz revisão de textos - teses, monografias, livros, projetos e trabalhos científicos. TRABALHO RÁPIDO E EFICIENTE. Rua Fuad Chequer, 160/202, Clélia Bernardes :: 3891-3475 / 9965-2362. Viçosa