MUDANÇAS NOS ÚLTIMOS 50 ANOS
Tarcísio Barbosa


Muitas mudanças houve nesses últimos cinqüenta anos. A maioria delas para melhorar a nossa vida. Houve mudanças de comportamento, mudanças de atitude, mudanças tecnológicas e tantas outras.

O homem foi à lua em 68 e não encontrou nada de interessante por lá. Dizem que nem São Jorge ele encontrou. Estava viajando na ocasião. Em 1962, Mary Quant inventou a minissaia – que fez furor na época. As mulheres antes só mostravam os seios através de ousados decotes, aí passaram a mostrar as pernas também. Mulher que não tinha perna gostosa ficou na pior e passou a usar só calças jeans que esconde as pernas e a bunda. Com a evolução, hoje, elas mostram também a bunda ou o início dela. O cofrinho! Algumas, o banco central!

Os franceses inventaram o biquíni em 1948, e os brasileiros inventaram a tanga, o fio dental, o máximo em economia de tecido.

Casamento antigamente era para sempre. Coisa mais antiquada! Cruzes! O Brasil foi um dos últimos países do mundo a aprovar o divórcio. Que veio para reabilitar a mulher, antes considerada concubina ao constituir nova família. O divórcio demorou em função do excesso de catolicismo. Aliás, casamento hoje nem precisa mais. Se a mulher morar sob o mesmo teto com um companheiro por um determinado tempo, ela terá os mesmos direitos da esposa de papel passado. E o amor será eterno só enquanto durar.(Ah, Vinícius!)

Doutor Pincus criou a pílula anticoncepcional na década de sessenta, liberando a mulher. Mas as mocinhas continuam engravidando. “Eu me distraí, papai!” Haja distração!

Em 1953, Francis Crick e James Watson descobriram a estrutura do DNA – ácido desoxi-ribonucléico . Daí vieram os transgênicos, os OGMs - organismos geneticamente modificados – capitaneados, em 1982, pela Escherichia coli , bactéria encontrada nas fezes do homem e que servia até então somente para medir o índice de poluição das águas. E que hoje “fabrica” insulina. O que existe hoje de organismo transgênico por aí não está no gibi! E os testes infalíveis de paternidade – manda fazer o DNA deste safado! - fazem a dor de cabeça de muito macho por aí. Haja irresponsabilidade!

Doutor Voronoff com seus transplantes não conseguiu devolver a potência a ninguém. Mas o viagra fê-lo com sucesso absoluto. Os broxas voltaram novamente a atuar. Apesar de ninguém admitir que toma viagra, é um dos medicamentos mais vendidos no Brasil. Tome o viagra sempre com água ou outro líquido, senão ele pode agarrar na garganta e você ficar três dias com o pescoço duro!

As mocinhas antigamente se casavam virgens. Hoje virgindade está se transformando em lenda. E a simpática e mineiríssima Virginópolis – cidade das virgens - se tornou a cidade das vírgulas. Os namorados dormem na casa das namoradas e vice-versa. Lógico, tudo com o consentimento dos pais! Falsa moral é bobagem, coisa antiquada!

Ladrões antigamente roubavam e iam presos. Hoje tomaram conta dos palácios, da Câmara Federal e de uma cidade chamada Brasília. Que não existia!

Experiência com germinação de feijão a gente fazia no primário e não no espaço ao custo de 10 milhões de dólares.

Movimento social eram as nossas brincadeiras dançantes, não o movimento dos sem terra, sem teto, dos barrageiros, dos sem mulheres, dos sem dinheiro ( em que me incluo), dos sem vergonha . . .

Antigamente as garotas que se dedicavam à mais antiga das profissões eram chamadas de prostitutas. . . Hoje são garotas de programa. Muito mais chique!

Mulher de 40 anos era mulher velha. Hoje encontramos cada mulherão de 40, 50, 60 anos mandando ver. Já no segundo ou terceiro casamento.

Marlon Brando no filme “O Último Tango em Paris”, usou manteiga, nós hoje usamos KY. Muito melhor. Solúvel n'água.

Abaixo a repressão! Hoje tudo virou libertação. Teologia da libertação, psicologia da libertação, pedagogia da libertação, libertação da burrice, do non-sense , dos costumes - que eu até aprovo - do sexo. . .

Houve um tempo não muito distante em que os filhos se formavam e saíam de casa para trabalhar. Hoje se formam e continuam em casa. Não há emprego!

Naquele tempo - in illo tempore - só para irritar os que detestam o latim – frango não pegava gripe e a desengonçada Ângela Guadagnim só dançaria na zona do baixo meretrício. Pizza era um acepipe inventado pelos italianos e não sinônimo de safadeza na capital federal.

Mulher era a rainha do lar. Piloto da WALLIG – marca de fogão da época. Não confundir com VARIG – companhia aérea que faliu. Saiu de casa, foi à luta e hoje disputa o mercado de trabalho par e par com o homem. São a maioria nas universidades. E nem precisam mais do concurso do homem para ter filhos. A inseminação artificial já tem 30 anos e os bancos de sêmen estão por aí mesmo.

Estamos vendo o crepúsculo do macho. A clonagem dispensa o espermatozóide, mas o óvulo é indispensável. Em pouco tempo, serviremos para matar baratas, abrir latas de sardinhas e trocar lâmpadas. Está próximo o dia do nosso réquiem. Além da clonagem que dispensa o espermatzóide, mas não dispensa o óvulo.

Ninguém hoje vive sem controle remoto para televisão, vídeo e sem mouse. Sem telefone celular . . .nem pensar!

O cientista político e “comunicólogo” Marshall McLuhan dizia na década de 70 que o mundo se transformaria numa aldeia global. A internet se encarregou disso.

O silicone passou a turbinar os seios das mulheres no mundo inteiro, mormente no Brasil, enquanto o botox estica a pele de muita gente por aí. Inclusive do presidente Dom Lula II, de acordo com as más línguas!

O Brasil foi invadido por louras falsas, enquanto todos os cabelos ficaram lisos e sedosos com a invenção da escova progressiva.

O tal do “politicamente correto” inventado não sei por quem, enche a paciência de todo mundo.

A “invenção do colesterol” deixou muita gente preocupada. O ovo e a manteiga foram demonizados, porém, recentemente, reabilitados.

Continue você a enumeração . . .


Crônicas anteriores:

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Bundalização do Brasil (28/06/2007)
Casamento: Antes e Depois (19/07/2007 )
Do primeiro VIAGRA, ninguém se esquece (20/08/2007)



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* José Tarcísio Barbosa faz revisão de textos - teses, monografias, livros, projetos e trabalhos científicos. TRABALHO RÁPIDO E EFICIENTE. Rua Fuad Chequer, 160/202, Clélia Bernardes :: 3891-3475 / 9965-2362. Viçosa