O QUE ABUNDA É BOM Tarcísio Barbosa |
Bendito o dia em que o homem, na sua evolução, parou de andar de quatro e passou a bípede. Nessa ocasião os músculos glúteos se desenvolveram e surgiu gloriosamente a bunda: produto interno e bruto genuinamente brasileiro. For export! Cantada em verso por Drumond em “ A Bunda, que Engraçada” e em prosa por Gilberto Freyre em “Casa Grande e Senzala”. Mas de onde vieram as tão belas bundas das brasileiras? Certamente que não foi das alvas portuguesas, das branquelas alemãs, nem das esparramadas bundas das italianas e muito menos das desbundadas chinesas e japonesas! As tão belas bundas brasileiras vieram das afronegras. Além de brilhar nas artes e nos esportes, as afronegras ainda nos legaram a bunda - preferência nacional sob quaisquer aspectos. A bunda tem um balanço, um vai-e-vem insuperável! Da bunda o olhar sobe para verificar se o rosto está à altura. Coincidindo, a beleza abunda! Caso contrário será mais uma das raimundas que existem por aí! Oh calipígia mulata que tanto me fascina! Bunda branca, bunda preta, bunda amarela. Bunda dura, bunda mole, bunda dele, bunda dela. Bunda rica, bunda pobre, bunda remediada. Bunda seca, bunda gorda, bunda magra. Tudo bunda. Sempre bunda. Eternamente bunda. Que venha a bunda! E como dizia aquela loura gostosona a Gabriel, o Pensador: nádegas a declarar. Que recebeu dele como resposta: ordem e progresso, sua bunda é um sucesso. Na cadência
mimosa, lá vai ela airosa, dengosa, gostosa, espirituosa, sestrosa,
tenebrosa, buliçosa, maravilhosa, espalhafatosa, formosa, jeitosa,
ansiosa, valorosa, estrepitosa, suspeitosa, rebolosa, deliciosa, prazerosa,
acintosa, escandalosa, desvirtuosa, desrespeitosa; e no remelexo, lá
vai ela gloriosa
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jtbarbosa500@yahoo.com.br * José Tarcísio Barbosa faz revisão de textos - teses, monografias, livros, projetos e trabalhos científicos. TRABALHO RÁPIDO E EFICIENTE. Rua Fuad Chequer, 160/202, Clélia Bernardes :: 3891-3475 / 9965-2362. Viçosa |