A MULHER DOS TEMPOS MODERNOS
Tarcísio Barbosa


Nas décadas de 40 e 50, a mulher era a rainha do lar. Piloto da WALLIG - uma marca de fogão da época - não confundir com a VARIG - companhia de aviação.
Geralmente não trabalhava fora de casa e era só atenção para com o marido e os filhos.
Era a esposa boazinha! Tratava da mamãe; fazia cafuné no marido enquanto ele assistia ao seu futebol; sabia bordar ponto em cruz; fazia florzinha para Nossa Senhora no mês de maio; não dava desgosto ao papai; e fazia curso de corte e costura. Uma chatice só!

A partir dos anos 60 e 70, com os movimentos feministas, a mulher passou a ser mais participativa, parou de viver ao redor de um homem e a ter identidade própria . É a mulher dos tempos modernos. Assertiva, sócia do marido, ciente do seu poder econômico e social, partícipe na igualdade, nos direitos e deveres.
As mulheres hoje se casam mais tarde, principalmente aquelas dos grandes centros urbanos. Não precisam se casar com o primeiro homem que aparece. Querem antes, estudar, trabalhar, adquirir cultura, experiência, segurança. Enfim, conquistar seu espaço na sociedade. Estão muito mais seletivas, pois o casamento não é mais uma necessidade feminina, não precisando mais dele nem para ter filhos - olha a inseminação artificial aí mesmo - criá-los e se sustentar.

E essa seleção é rigorosa! Quanto mais alto o nível de escolaridade e o sucesso na carreira obtido pela mulher, maiores serão suas exigências quanto a um futuro parceiro. Quanto mais instruída, menores as chances de encontrar um homem econômica e socioculturalmente compatível. Muitas mulheres abdicam da maternidade, outras partem para uma produção independente, com ou sem o concurso do homem - que posteriormente poderá ser descartado. Há mulheres em minha família que assim procederam. A Xuxa, por exemplo, partiu para uma produção independente, com o Luciano Szafir. A mãe de Luciano Szafir – num acesso de fúria, conforme li numa revista – disse que ele foi um reprodutor de luxo.

Outras mulheres, com o passar do tempo e o acúmulo de insucessos, baixam o nível de exigência, adaptando-se à oferta do mercado. Desistem do parceiro ideal, bem sucedido, e se unem a um homem com menos poder e sucesso profissional. Nesta hora, elas precisam tomar muito cuidado para não baixar demais o nível e arranjar um “mala sem alça”. No fundo, no fundo, todas querem é se casar, pois o papel de esposa e mãe são fundamentais em nossa cultura.

Depois de toda essa prosopopéia, se não der certo, separe-se. Nunca li estatística nenhuma a respeito, mas, as mulheres mais cultas e independentes, parece que se separam com mais facilidade. Esse negócio de separação também não é coisa do outro mundo, nada! A religião católica é que demonizou a separação. No Brasil, as separações alcançam em torno de 25% dos casamentos depois de 5 anos; nos países do primeiro mundo, esse índice sobe para quase 40%. Não é o ideal, mas são os tempos modernos! Fazer o quê?

A mulher dos tempos modernos não deve depender do companheiro. Ela precisa ter sua independência cultural, social e, sobretudo, financeira.

Homenagem às mulheres pela passagem do Dia Internacional da Mulher no dia oito de março último. Sucesso para todas vocês.


Crônicas anteriores:

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* José Tarcísio Barbosa faz revisão de textos - teses, monografias, livros, projetos e trabalhos científicos. TRABALHO RÁPIDO E EFICIENTE. Rua Fuad Chequer, 160/202, Clélia Bernardes :: 3891-3475 / 9965-2362. Viçosa