Parque da Liberdade amplia
dimensão de Circuito Cultural
Remover todo o trânsito existente para trincheiras subterrâneas;
substituir as ruas por jardins que alcançam os prédios do patrimônio histórico
e dar uma dimensão mais ampla ao Circuito Cultural Praça da Liberdade, unindo
em um só espaço arquitetônico as edificações das Secretarias, a Biblioteca
Pública Luís de Bessa, a Praça e o Palácio da Liberdade e suas cercanias.
- Estas são, em síntese, as linhas básicas do projeto Parque da
Liberdade, proposto pelo deputado federal Rodrigo de Castro ao governador Aécio
Neves, como um passo definitivo para maximizar a apropriação da área pelos
pedestres e, ainda, multiplicar suas funções multiuso.
- O objetivo – segundo ele - é criar, nessa área, o maior complexo de
lazer e cultura do País.
- Idealizador da iniciativa, que agora conta com o apoio do governador e
do prefeito, mas que ainda cumprirá extenso protocolo técnico, Rodrigo de
Castro informa que a idéia vem sendo gestada há alguns meses e ganhou mais
concretude com o desenvolvimento da parceria entre o Estado e o Município, que
estão realizando juntos os estudos de viabilidade do projeto, através do Deop e
da BHTrans.
- O deputado informa que é intenção do governo
licitar nos próximos meses - com um custo aproximado de R$450 mil – o projeto
básico; o licenciamento ambiental e os estudos topográficos e geotécnicos da
região, que serão realizados sob uma concepção de trânsito já elaborada pela
BHTrans.
- Previstas para custarem entre 150 e 200 milhões
de reais, as obras exigirão tecnologias especiais tanto para garantir a
integridade das construções históricas existentes, assim como para causar o menor transtorno possível à cidade. Segundo os estudos
preliminares, será preciso utilizar na construção das trincheiras a técnica de
paredes de diafragma, que em seguida são cobertas e só posteriormente se
realiza a etapa da escavação, de tal modo que poderia ser mantido o sistema de
circulação de trânsito por cima do conjunto das obras. O objetivo é interromper-se
faixa por faixa sem bloquear nenhuma via.
- O projeto prevê a construção de trincheiras na avenida Bias Fortes,
entre o Palácio da Liberdade e a Praça da Liberdade, iniciando-se na esquina da
rua da Bahia, destinando o trânsito para avenida Brasil, na esquina com a Rua
Sergipe, tendo outra vertente na avenida Cristovão Colombo.
- Haveria, ainda, a possibilidade de escoamento do sistema de transporte
público também por vias subterrâneas, podendo ser implantada uma estação BHBus
no complexo do parque.
- Toda esta requalificação do sistema viário da região favoreceria a
dinâmica do trânsito, evitando, assim, permanentes congestionamentos nas vias,
como acontece hoje.
- Pelo projeto inicial, as trincheiras seriam construídas no centro das
avenidas e assim continuará existindo – fora da área do complexo da Praça da
Liberdade - a circulação pelas laterais, permitindo, assim, maior fluidez ao
tráfego.
- Palácio da liberdade
- O projeto também prevê a requalificação de todo complexo do Palácio da
Liberdade, com a possibilidade de intensa apropriação das edificações para uso
cultural, educacional ou de lazer.
- Nele, o Palácio da Liberdade se transforma em um espaço especialmente
destinado a guardar e difundir a memória dos grandes momentos da política mineira
e brasileira que o tiveram como palco. Além disso, ele passará estar aberto,
permanentemente, à visitação, sendo somente utilizado pelo governo em ocasiões
especiais, como recepção à autoridades estrangeiras.
- Segundo o parlamentar, uma parte do complexo das garagens existentes
poderá dar lugar à instalação do museu do automóvel.
- Com mais espaço disponível, poderá ser construída a sede da Orquestra
Sinfônica de Minas Gerais.
- Se é recomendável que se garanta espaço para abrigar a Polícia Militar
no complexo, a sua atual sede, no entanto, pode ser incorporada à Biblioteca,
como, por exemplo, uma plataforma para o desenvolvimento de projetos
educacionais de base tecnológica para crianças e jovens.
- Rodrigo de Castro lembra, no entanto, que as idéias do projeto original
podem ser modificadas, na etapa em que se prevê a audição da cidade
e o debate sobre o uso do espaço.
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